terça-feira, abril 28, 2009

Quo Vadis Caminheiro?

Olá Clã,

A pedido de alguns de vós aqui deixo o filme para mais tarde recordarem.

Canhotas
O Lobo Solitário



sexta-feira, outubro 31, 2008

sexta-feira, maio 30, 2008

Flor e amizade

Quando nasce uma flor, ela recebe do sol, a energia de que ela precisa, da água, o oxigênio fundamental para sua sobrevivência e, claro, não poderíamos deixar de mencionar a terra de onde ela tira nutrientes que irão complementar tudo de que ela precisa para viver.


Essa flor, com o passar do tempo, poderá permanecer bela, com vigor, exalando o perfume característico de sua espécie, se tudo o que ela precisar continuar ao seu redor, ao seu alcance.


Quando vem a tempestade, ela irá lutar com as suas forças para continuar a sobreviver, pode até perder alguma pétala, mas ela é forte para seguir adiante até se recuperar, pois apesar de frágil, a vida, o instinto de sobrevivência fala mais alto e após essa experiência ela torna-se até mais forte do que antes.



Na nossa vida dá-se o mesmo, nascemos, crescemos e passamos por diversas situações que às vezes não sabemos o porquê nem a razão do que nos acontece, mas sabemos que depois elas nos tornarão mais fortes para outros momentos adversos que voltarem a surgir em nosso caminho.



A amizade é um bem precioso que surge na vida das pessoas quando menos se espera, tornando a nossa vida mais feliz.



Compartilhamos muitos momentos com os amigos, com alguns mais do que com outros, por afinidade, por confiança ou por força de circunstâncias.



Da mesma forma que a flor, a amizade precisa de cuidados para continuar com a mesma força e intensidade, mas a distância, as adversidades, o corre-corre do dia-a-dia, o tempo, faz com que a amizade sofra certa perda, o que não significa que ela enfraqueça, apenas se modifique.



Mas, com certeza, se ela for verdadeira e sincera, ela terá da mesma maneira que a flor, forças para se manter, e muitas vezes será até mais sólida porque nasce a saudades, um ingrediente a mais que vem para completar.

quarta-feira, maio 14, 2008

"Homens, sede Homens!"

" Há muito tempo, quando o mundo era muito novo, havia uma lagosta que achou que o Criador havia cometido um erro.

Assim, conseguiu uma audiência para discutir o assunto.

- Com o devido respeito - disse a lagosta - desejo formular uma queixa sobre a maneira como projetaste minha carapaça. Veja, nem me acostumei a uma nova carapaça e logo tenho de trocá-la por outra. É muito incômodo, além de representar uma perda de tempo.

E o Criador respondeu:

- Ah, sim! Mas tu já percebeste que, ao abandonar uma carapaça, isso te permite crescer dentro de outra?

- Entretanto, eu gosto do jeito que sou! - disse a lagosta.

- Estás decidida? - perguntou o Criador.

- Estou! - respondeu a lagosta, com firmeza.

- Muito bem - sorriu o Criador. De agora em diante, tua carapaça não será trocada... e podes voltar aos teus assuntos e seguir tua vida, tal como desejas.

- Muito amável da tua parte - disse a lagosta satisfeita, e se foi.

No princípio, a lagosta estava muito contente, levando a mesma carapaça velha. Mas, com o passar do tempo, notou que sua cômoda carapaça estava se tornando bastante pesada e justa.

De fato, depois de um tempo, a carapaça ficou tão pesada que a lagosta não podia sentir nada do que estava ao seu redor. O resultado era que se chocava constantemente com tudo e com todos.

Finalmente, chegou um momento em que mal podia respirar. Assim, com grande esforço, foi ver novamente o Criador.

- Com o devido respeito - suspirou a lagosta - diferente do que tu me prometeste, minha carapaça não continuou a mesma. Ela começou a encolher!

- Em absoluto - sorriu o Criador. Pode ser que tua carapaça tenha ficado um pouco mais grossa com a idade, mas não diminuiu de tamanho. O que ocorre é que tu cresceste dentro dela. E continuou: Vê, tudo muda continuamente... Nada segue sendo a mesma coisa. É assim que deve ser. E a forma mais sábia é trocar tua velha carapaça conforme cresces.

- Entendo - disse a lagosta - mas deves admitir que isso às vezes é ruim e um pouco incômodo.

- Sim - disse o Criador - mas lembra que todo crescimento traz consigo tanto a possibilidade de incômodo, como a ventura de uma grande alegria, porque descobres partes novas em ti mesmo. E não pode ter um sem outro.

- Tens toda razão - disse a lagosta.

- Quando abandonas tua carapaça e escolhes crescer - continuou o Criador - crias uma nova força dentro de ti. E nessa força encontras uma nova capacidade de amar a ti mesmo... amar aos que te rodeiam... e amar a vida. Este é meu plano para cada uma das criaturas. "


Uma Parábola Moderna


domingo, maio 04, 2008

terça-feira, abril 29, 2008

"A LIÇÃO DO RIO”



"A LIÇÃO DO RIO”

E o RIO corre sozinho.
Vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.

Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.

Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.

Sabe que seu destino é para a frente.
O rio não sabe recuar.
Seu caminho é seguir em frente.

É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.

É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino.
A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.

Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.

Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.

A vida é como o rio.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade?

Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.

Vai seguindo seu caminho.
Assim é a árvore, assim são os animais.
Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido.

A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Tudo tem seu ritmo.
Tudo tem seu tempo.
E então, por que apressar a vida da gente?

Desejo ser um rio.
Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.
Livre das poluições alheias e das minhas.

Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu seu próprio caminho.
Rio que sabe que tem um ponto de chegada.

Sabe que o tempo não interessa.
Não interessa ter nascido a mil ou a um quilómetro do mar.
Importante é chegar ao mar.

Importante é dizer "cheguei".
E porque cheguei, estou realizado.
A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.

Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros:
não apresse a vida, ela anda sozinha.

Deixe-a seguir seu caminho normal.
Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá.

in "Livro do Visionário)
(Autor desconhecido)